Os resultados dos planos no mês de maio refletiram um cenário mais desafiador para investimentos de maior risco no Brasil e, ao mesmo tempo, favorável para aplicações mais conservadoras. Nesse contexto, o Perfil Conservador apresentou rentabilidade de 1,06%, beneficiado pelo ambiente de juros elevados, com o CDI próximo de 1,07% no mês, o que favoreceu os investimentos em renda fixa e garantiu maior estabilidade nos resultados ao longo do período.
Os perfis Moderado (-0,48%) e Arrojado (-1,50%) apresentaram desempenho negativo no mês, ficando abaixo de suas metas. Esse resultado está diretamente relacionado à maior exposição dessas carteiras a ativos mais voláteis, além dos investimentos conservadores.
No cenário local, o mercado de renda variável foi fortemente impactado, com o Ibovespa registrando queda de -7,22%, em um ambiente de maior aversão ao risco. Ao mesmo tempo, a alta das taxas de juros, principalmente nos prazos mais longos, e a desvalorização do real frente ao dólar exerceram pressão adicional sobre os ativos domésticos.
Ao mesmo tempo, o cenário internacional apresentou um comportamento diferente do observado no Brasil. Os mercados globais tiveram desempenho positivo no mês, impulsionados pela expectativa de redução das tensões no Oriente Médio e pelo otimismo em torno das teses de inteligência artificial. Com isso, os investimentos no exterior dos planos apresentaram rentabilidade superior a 5%, exercendo um papel relevante ao suavizar o impacto das perdas nos demais segmentos e contribuir para um resultado mais equilibrado no período.
Na prática, isso mostra como a diversificação faz diferença. Mesmo com a queda da bolsa no Brasil, ter parte dos investimentos no exterior ajudou a diminuir o impacto negativo, especialmente nos perfis Moderado e Arrojado. Sem essa parcela diversificada, os resultados teriam sido ainda mais baixos.
Adicionalmente, ao comparar os resultados com a inflação medida pelo INPC (0,65% no mês), observa-se que os perfis Moderado e Arrojado tiveram perda real pontual em maio. Como mostra o quadro a seguir:

No entanto, essa dinâmica de curto prazo não compromete o desempenho no acumulado. Nos horizontes mais longos, esses perfis seguem apresentando resultados consistentes e superiores à inflação, com destaque para os retornos em 12, 24 e 36 meses, que permanecem amplamente acima do índice.
Assim, embora o mês tenha sido desafiador para os perfis de maior risco, o desempenho acumulado permanece sólido, refletindo a capacidade dessas estratégias de gerar ganho real ao longo do tempo.
Dessa forma, o mês de maio reforça que, em ambientes de juros elevados, investimentos mais conservadores tendem a se destacar no curto prazo. Ainda assim, manter uma carteira diversificada continua sendo fundamental para equilibrar os resultados e sustentar a geração de valor no horizonte mais longo.