Saiba como o aumento dos impostos vai afetar o seu bolso

Quando a nova equipe econômica entrou para o atual governo da presidente Dilma, já havia um alerta para posturas que não seriam muito populares, entre elas, o aumento de impostos – o que concretizou-se. Em 19 de janeiro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento de tributos para operações de crédito, combustíveis e produtos importados. A justificativa do governo é melhorar a arrecadação do governo, que tem contas a ajustar por gastar mais do que arrecada. Com as novas medidas, a equipe espera arrecadar cerca de R$ 20,6 bilhões neste ano.

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Quando a nova equipe econômica entrou para o atual governo da presidente Dilma, já havia um alerta para posturas que não seriam muito populares, entre elas, o aumento de impostos – o que concretizou-se. Em 19 de janeiro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento de tributos para operações de crédito, combustíveis e produtos importados. A justificativa do governo é melhorar a arrecadação do governo, que tem contas a ajustar por gastar mais do que arrecada. Com as novas medidas, a equipe espera arrecadar cerca de R$ 20,6 bilhões neste ano.
Agora, vamos ao que mais interessa: como essas medidas vão afetar o nosso bolso? Os impactos são variados, mas vamos listar ponto a ponto os principais efeitos. De um modo geral, o crédito vai ficar mais caro, gasolina e diesel devem ficar mais caros e os produtos importados também.
CRÉDITO
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito para pessoas físicas vai subir de 1,5% para 3% ao ano. Além disso, a alíquota de 0,38% que é cobrada ao abrir uma operação de crédito também será mantida. Sendo assim, quem antes tomava crédito e pagava imposto de 1,88% ao ano, agora vai pagar 3,38%. Com essa medida, o governo espera arrecadar R$ 7,4 bilhões este ano.
COMBUSTÍVEIS
O aumento da arrecadação neste caso virá da combinação da elevação de dois impostos: o Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Intervenção do Domínio Econômico (Cide). Sendo assim, a gasolina deve sofrer um impacto de R$ 0,22 por litro e o diesel R$ 0,15 por litro. A alta entra em vigor no dia 1º de fevereiro e o governo espera arrecadar R$ 12,2 bilhões – ou seja – é o aumento mais expressivo para a arrecadação.
Durante o anúncio das medidas, o ministro se esquivou de comentar se a medida vai gerar preços mais altos ao consumidor. Segundo ele, o preço para a população vai depender da evolução do mercado e da política de preços da Petrobrás. Uma alternativa para impedir que o valor dos combustíveis aumente nas bombas seria a estatal reduzir os preços que cobra das refinarias para absorver esse aumento dos impostos, tendo em vista que a gasolina e o diesel estão acima do preço internacional do petróleo.
PRODUTOS IMPORTADOS
Se a alta do dólar já vem como um fator para encarecer a compra de produtos importados, esta medida torna os produtos vindo do estrangeiro ainda mais caros. O governo aumentou a PIS e Cofins de 9,25% para 11,75%, com a justificativa de repor as perdas ocasionadas pela retirada do ICMS dos importados, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O governo espera arrecadar R$ 700 milhões com a medida.
Além das três principais medidas, o ministro anunciou ainda que vai aumentar o IPI para os atacadistas de cosméticos. Até então, o imposto era cobrado somente para a indústria e o objetivo é equiparar a incidência do imposto para o setor. O impacto esperado com a medida é um aumento de R$ 381 milhões na arrecadação neste ano.
*Elaborado com base nas informações divulgadas pela Agência Brasil.
Fonte: Finanças Femininas

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